
Gersilane dizia que amava a todos
Gastava com flores
Telefonemas
E-mails
Telegramas
Até que convencia
Dava aquela trepada
Não deixava nada faltar
Virava os olhinhos
E já dizia já estava a amar
Apresentava a “vítima” como seu homem gostoso
Não media as qualidades
Chamava pra casar
Com sentimentos de meias verdades
Gersilane não era fácil
Nessa coisa de tesão
Até com seus ex-fodedores
Discutia a relação
Aproveitava e “batia” uma
Diante do virtual
Imaginava estar sentada
Na cabeça de qualquer pau
Dizia ao marido
Que ele era insuperável
Mas não tirava da cabeça
Outro qualquer
E palpável
E assim foi levando
Sua vidinha de espertinha
Mentia seu amor
E caçava mais fodinhas
Certo dia dispensou
Aquele
Que declarava sua adoração
Percebeu que agindo assim
Obteria “proteção”
Pois o a tal do escolhido
Poderia lhe bancar
E é melhor ser puta
Sem ninguém notar
Dizer amar outro trouxa
E ver a “conta” aumentar!
Mas todo esperto
Um dia assiste o retorno
E foi que aconteceu
Com a Gercilane
E sua mania de fazer corno
Ficou à míngua
Na miséria
Se nenhum lucro obter
Tudo que fez de sacanagem
Lhe levou a se foder
Contraiu uma infecção
E a boceta apodreceu
Sem mais poder gozar
Muito menos meter
Porque nenhum médico
Deu jeito
E o que resta a criatura
É o inferno pra viver






