A (QUASE) PROTEGIDA

Doente

Gersilane dizia que amava a todos
Gastava com flores
Telefonemas
E-mails
Telegramas
Até que convencia

Dava aquela trepada
Não deixava nada faltar
Virava os olhinhos
E já dizia já estava a amar

Apresentava a “vítima” como seu homem gostoso
Não media as qualidades
Chamava pra casar
Com sentimentos de meias verdades

Gersilane não era fácil
Nessa coisa de tesão
Até com seus ex-fodedores
Discutia a relação

Aproveitava e “batia” uma
Diante do virtual
Imaginava estar sentada
Na cabeça de qualquer pau

Dizia ao marido
Que ele era insuperável
Mas não tirava da cabeça
Outro qualquer
E palpável

E assim foi levando
Sua vidinha de espertinha
Mentia seu amor
E caçava mais fodinhas

Certo dia dispensou
Aquele
Que declarava sua adoração
Percebeu que agindo assim
Obteria “proteção”

Pois o a tal do escolhido
Poderia lhe bancar
E é melhor ser puta
Sem ninguém notar
Dizer amar outro trouxa
E ver a “conta” aumentar!

Mas todo esperto
Um dia assiste o retorno
E foi que aconteceu
Com a Gercilane
E sua mania de fazer corno

Ficou à míngua
Na miséria
Se nenhum lucro obter
Tudo que fez de sacanagem 
Lhe levou a se foder

Contraiu uma infecção
E a boceta apodreceu
Sem mais poder gozar
Muito menos meter
Porque nenhum médico
Deu jeito
E o que resta a criatura
É o inferno pra viver

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MEU MOMENTO

Eu/Guará

Sou cinquentão
Muito prazer
Em lhe conhecer!
Podemos ser amigos
Pode ser?

E assim eu estou
Sem o temor da exposição
Sou de uma idade
Que passou por várias fases
Sem me preocupar 
Com qualquer interpretação

Convivo com a alegria 
E o sofrimento
A vitória
E o lamento
O sorriso
E o tormento
Que acontecem em qualquer tempo
Ou momento

Mas…

Se eu me juntar 
A outra pele
Com energia
Me entrego 
Sem precedentes
Comigo não há limites
Não quero descontentes

Do beijo na boca
Às carícias
Do toque à penetração
Meu êxtase é completo
É imenso!
Reação de toda uma emoção

E quando tudo isso
Tem amor no meio
Eu fico louco
Todo louco
E me incendeio.

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COMO É BANDIDA!

Boceta Bandida

Boceta bandida
Se faz de rogada 
Mas não se nega
A dar pra quem quer
Ou for conveniente
Ao que vier

Insinua-se na mesa de um bar
Se entrega no carro
Durante a carona
Ou na cama
Desde que o fodedor
Tenha algo
A oferecer “pelo seu amor”

Não se furta à traição
Se o apaixonado
Não lhe der mordomia
Foda-se!
É um grande bobão

Vai ser corneado
Sem arrependimento
Com ela
É dinheiro na mão
E pica dentro

Um se foi
Outro ficou de bobeira
E ela debochando 
Agarrada na madeira!

Boceta bandida
Já perdeu a conta
De quantos enganou
E pra quantos mentiu
Se não for do seu jeito
Que vá à puta que pariu

Mas a cada ano
Envelhece um tanto
E quando chegar à carência
Haja pranto!

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SER MULHER

SER MULHER

Madura
Gostosa
Que sabe fazer
O macho gemer

Atiça
Incendeia 
E ataca com gosto
Mostrando o que é

Graça e volúpia
Num rebolado perfeito 
E com vulva carnívora
“Morde” com jeito

Deixa seu homem
Escravo
Completamente a mercê
Pois o explora sem trégua
Até obter
O farto prazer

Madura
Safada
Que sabe o que faz
Não deixa ninguém
Com fome
Jamais.
______ 

Guará Matos

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