SADO AMOR

SADO AMOR

Sexo…
Sexo…
Sexo…

Entrega
Doçura
Paixão
Tortura
Dominação

Juras
Traição
Bênçãos
Mentiras
Maldição

Cama
Lama
Manjedoura
Chão
Rama

Saliva
Lágrimas
Sangue
Suor
Súplicas

Agradecimento
Dor
Esperma
Orgasmos
Amor.

Por: Guará Matos

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A (QUASE) PROTEGIDA

Doente

Gersilane dizia que amava a todos
Gastava com flores
Telefonemas
E-mails
Telegramas
Até que convencia

Dava aquela trepada
Não deixava nada faltar
Virava os olhinhos
E já dizia já estava a amar

Apresentava a “vítima” como seu homem gostoso
Não media as qualidades
Chamava pra casar
Com sentimentos de meias verdades

Gersilane não era fácil
Nessa coisa de tesão
Até com seus ex-fodedores
Discutia a relação

Aproveitava e “batia” uma
Diante do virtual
Imaginava estar sentada
Na cabeça de qualquer pau

Dizia ao marido
Que ele era insuperável
Mas não tirava da cabeça
Outro qualquer
E palpável

E assim foi levando
Sua vidinha de espertinha
Mentia seu amor
E caçava mais fodinhas

Certo dia dispensou
Aquele
Que declarava sua adoração
Percebeu que agindo assim
Obteria “proteção”

Pois o a tal do escolhido
Poderia lhe bancar
E é melhor ser puta
Sem ninguém notar
Dizer amar outro trouxa
E ver a “conta” aumentar!

Mas todo esperto
Um dia assiste o retorno
E foi que aconteceu
Com a Gercilane
E sua mania de fazer corno

Ficou à míngua
Na miséria
Se nenhum lucro obter
Tudo que fez de sacanagem 
Lhe levou a se foder

Contraiu uma infecção
E a boceta apodreceu
Sem mais poder gozar
Muito menos meter
Porque nenhum médico
Deu jeito
E o que resta a criatura
É o inferno pra viver

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MEU MOMENTO

Eu/Guará

Sou cinquentão
Muito prazer
Em lhe conhecer!
Podemos ser amigos
Pode ser?

E assim eu estou
Sem o temor da exposição
Sou de uma idade
Que passou por várias fases
Sem me preocupar 
Com qualquer interpretação

Convivo com a alegria 
E o sofrimento
A vitória
E o lamento
O sorriso
E o tormento
Que acontecem em qualquer tempo
Ou momento

Mas…

Se eu me juntar 
A outra pele
Com energia
Me entrego 
Sem precedentes
Comigo não há limites
Não quero descontentes

Do beijo na boca
Às carícias
Do toque à penetração
Meu êxtase é completo
É imenso!
Reação de toda uma emoção

E quando tudo isso
Tem amor no meio
Eu fico louco
Todo louco
E me incendeio.

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COMO É BANDIDA!

Boceta Bandida

Boceta bandida
Se faz de rogada 
Mas não se nega
A dar pra quem quer
Ou for conveniente
Ao que vier

Insinua-se na mesa de um bar
Se entrega no carro
Durante a carona
Ou na cama
Desde que o fodedor
Tenha algo
A oferecer “pelo seu amor”

Não se furta à traição
Se o apaixonado
Não lhe der mordomia
Foda-se!
É um grande bobão

Vai ser corneado
Sem arrependimento
Com ela
É dinheiro na mão
E pica dentro

Um se foi
Outro ficou de bobeira
E ela debochando 
Agarrada na madeira!

Boceta bandida
Já perdeu a conta
De quantos enganou
E pra quantos mentiu
Se não for do seu jeito
Que vá à puta que pariu

Mas a cada ano
Envelhece um tanto
E quando chegar à carência
Haja pranto!

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